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Estado de São Paulo
Bandeira de São Paulo
Brasão de Armas de São Paulo
(Bandeira) (Brasão)
Lema: Pro Brasilia fiant eximia
(Pelo Brasil façam-se grandes coisas)
Hino: Hino do estado de São Paulo
Gentílico: Paulista

Localização de São Paulo no Brasil

Localização
 - Região Sudeste
 - Estados limítrofes ·Paraná (sul)
·Mato Grosso do Sul (oeste)
·Minas Gerais (norte, nordeste)
·Rio de Janeiro (leste)
 - Mesorregiões 15
 - Microrregiões 63
 - Municípios 645
Capital São Paulo
Governo 2007 a 2010
 - Governador(a) Alberto Goldman (PSDB)
 - Deputados federais 70
 - Deputados estaduais 94
 - Senadores Aloizio Mercadante (PT)
Eduardo Suplicy (PT)
Romeu Tuma (PTB)
Área  
 - Total 248 209,426 km² (12º) [1]
População 2009
 - Estimativa 41 384 039 hab. ()[2]
 - Censo 2000 37 032 403 hab.
 - Densidade 166,73 hab./km² ()
Economia 2007[3]
 - PIB R$902,784 bilhões ()
 - PIB per capita R$22 667 ()
Indicadores 2008[4]
 - Esper. de vida 74,5 anos ()
 - Mort. infantil 15,0‰ nasc. ()
 - Analfabetismo 4,7% ()
 - IDH (2005) 0,833 () – elevado[5]
Fuso horário UTC-3
Clima Subtropical, tropical de altitude e tropical Cfa, Cfb, Cwa, Cwb, Aw
Cód. ISO 3166-2 BR-SP
Site governamental www.sp.gov.br

Mapa de São Paulo

São Paulo (pronuncia - se AFI[sɐ̃w̃ ˈpawlu] link=. ouça) é uma das 27 unidades federativas do Brasil. Está localizado no sul da região Sudeste e tem como limites os estados de Minas Gerais (N e NE), Rio de Janeiro (L), Paraná (SO) e Mato Grosso do Sul (O), além do oceano Atlântico (SE). É dividido em 645 municípios e ocupa uma área de 248 209,426 quilômetros quadrados, sendo pouco maior que o Reino Unido. Sua capital é a cidade de São Paulo e seu atual governador é Alberto Goldman.

Muitas vezes apelidado de "locomotiva do Brasil",[6] o estado é isoladamente responsável por 33,9% do PIB brasileiro,[7] sendo o estado com o maior PIB do país. Além do maior PIB, São Paulo também possui o terceiro maior Índice de Desenvolvimento Humano, o segundo maior PIB per capita, a segunda menor taxa de mortalidade infantil e a quarta menor taxa de analfabetismo entre as unidades federativas do Brasil.

Com mais de quarenta milhões de habitantes, São Paulo é o estado mais populoso do Brasil e a terceira unidade política mais populosa da América do Sul, sendo superada apenas pelo próprio país e pela Colômbia, à frente de todos os outros países sul-americanos. Sua população é a mais diversificada do Brasil e descende principalmente de portugueses que descobriram o Brasil e instalaram as primeiras vilas no Brasil exatamente no estado de São Paulo e de imigrantes italianos, ameríndios, africanos além de outras grandes correntes migratórias, como árabes, alemães, espanhóis e japoneses. A capital paulista é a sexta maior cidade do planeta e sua região metropolitana, com 19 223 897 habitantes,[8] é a sexta maior aglomeração urbana do mundo.[9] Regiões muito próximas à cidade de São Paulo são também regiões metropolitanas do estado, como Campinas e Baixada Santista; outras cidades próximas compreendem aglomerações urbanas em processo de conurbação, como São José dos Campos, Sorocaba e Jundiaí. A população total dessas áreas somada à da capital – o chamado Complexo Metropolitano Expandido – ultrapassa 29 milhões de habitantes, aproximadamente 75% da população do estado de São Paulo inteiro. As regiões metropolitanas de Campinas e de São Paulo já formam a primeira macrometrópole do hemisfério sul, unindo 65 municípios que juntos abrigam 12% da população brasileira.[10]

Índice

História

Colonização

Fundação de São Vicente, por Benedito Calixto.

No início do século XVI o litoral paulista já tinha sido visitado por navegadores portugueses e espanhóis, mas somente em 1532 se dá a fundação da primeira povoação, São Vicente, na atual Baixada Santista, por Martim Afonso de Sousa. Com a criação da Vila de São Vicente, instala-se, o primeiro parlamento nas Américas: A Câmara da Vila de São Vicente e realiza-se as primeiras eleições em continente americano.

A procura de metais preciosos levou os portugueses a ultrapassarem a Serra do Mar, pelo antigo caminho indígena do Peabiru e em 1554, no planalto existente após a Serra do Mar, é fundada a vila de São Paulo de Piratininga pelos jesuítas liderados por Manuel da Nóbrega.

Até o fim do século XVI são fundadas outras vila no entorno do planalto, como Santana de Parnaíba, garantindo assim a segurança e subsistência da vila de São Paulo.

O nome São Vicente foi dado por Américo Vespúcio, em 22 de janeiro de 1502, em viagem que objetivava mapear o litoral do Brasil. Quando passou pela região, encontrou duas ilhas, onde hoje estão as cidades de Santos e São Vicente na Ilha de São Vicente e a cidade de Guarujá na ilha de Santo Amaro e o estuário, que achou ser um rio. Era dia de São Vicente, assim tendo sido batizada a localidade.

As primeiras povoações de São Vicente também não foram oficiais. Ali foi abandonado o Bacharel de Cananeia. Segundo muitos historiadores, teria sido ele o português Cosme Fernandes Pessoa, verdadeiro fundador de São Vicente, a partir de onde de fato governava e controlava o comércio da região. Segundo documento encontrado pelo português Jaime Cortesão, o Bacharel já moraria no Brasil antes até da chegada de Cabral: O degredado é citado num documento datado de 24 de Abril de 1499, descoberto por Cortesão, que se reporta a uma viagem não-oficial de Bartolomeu Dias ao Brasil. Outro documento, de 1526, descreve o povoado de São Vicente, informando que teria uma dúzia de casas, sendo apenas uma de pedra, com uma torre para defesa.

Cosme Fernandes Pessoa foi acusado junto ao Rei de Portugal, por dois amigos que em troca receberam doações em terras, de manter relações com espanhóis que viviam mais ao sul, com perigo para o domínio português na região. Martim Afonso de Sousa partiu para o Brasil com diversos objetivos. O primeiro deles era o de estabelecer oficialmente a colonização do Brasil, confirmando o poder da coroa. Como consequência, subtraiu o poder das mãos de Cosme Fernandes Pessoa. Avisado, o Bacharel incendiou o local e retirou-se com seu pessoal para Cananeia.

Martim Afonso de Sousa fundou oficialmente o povoado de São Vicente no local em que se encontravam as ruínas anteriores, na data de 22 de janeiro de 1532. Em 1536 o Bacharel de Cananeia (ou Bacharel Cosme) atacou, saqueou e queimou o povoado, enforcando o antigo amigo e traidor Henrique Montes. Esse é o último registro histórico sobre o Bacharel de Cananeia. Martim Afonso de Sousa distribuiu sesmarias e efetuou diversas edificações, deixando São Vicente povoada e organizada.

O Porto de São Vicente foi alvo do primeiro grande desastre ecológico do Brasil: a terra à beira mar foi limpa e cultivada. Sendo a terra arenosa e tendo o solo perdido sua camada protetora, as chuvas levaram a areia para o mar assoreando o porto de São Vicente. Martim Afonso de Sousa partira de São Vicente em 22 de maio de 1533, deixando a administração nas mãos de Brás Cubas, que, devido ao assoreamento do Porto, única via de comunicação com a Metrópole portuguesa e o ataque do Bacharel de Cananeia a São Vicente, decidiu montar novo porto na região Enguaguaçu, local mais protegido, para onde foi transferido o porto em 1536, estabelecendo ali um povoado. O simples fato do nome do local ser indígena, e não português, evidencia que a iniciativa não foi oficial. Brás Cubas atraiu para ali colonos de áreas próximas e fundou um povoado, que futuramente receberia o nome de Santos, e promoveu melhorias, como a construção da primeira Santa Casa do Brasil. São Vicente entra assim em declínio.

Embora haja notícias da existência de mulheres portuguesas na frota de Martim Afonso de Sousa, não foram ainda encontrados registros escritos. O primeiro registro escrito relativo a mulheres portuguesas vindas para o Brasil data de 1550. Assim as mães eram geralmente mamelucas ou índias.

A fundação de São Vicente no litoral paulista iniciou o processo de colonização do Brasil como política sistemática do governo português, motivada pela presença de estrangeiros que ameaçavam a posse da terra. Evidentemente, antes disso já havia ali um núcleo português que, à semelhança de outros das regiões litorâneas, fora constituído por náufragos e datava, provavelmente, do início do século XVI. Foi, no entanto, durante a estada de Martim Afonso de Sousa que se fundou, em 20 de janeiro de 1532, a vila de São Vicente e com ela se instalou o primeiro marco efetivo da colonização brasileira.

O nome de São Vicente se estendeu à capitania hereditária doada ao mesmo Martim Afonso de Sousa pelo Rei de Portugal em 1534. Assim, o primeiro nome do atual estado de São Paulo foi capitania de São Vicente.

"Biquinha de Anchieta", na cidade de São Vicente, cenário das aulas de catecismo do padre jesuíta José de Anchieta.

A despeito das inumeráveis dificuldades para transpor a serra do Mar, os campos do planalto logo atraíram os povoadores, o que tornou São Paulo uma exceção no tipo de colonização dos portugueses dos primeiros tempos, que se fixavam sobretudo no litoral. Assim, em 1553, povoadores portugueses fundaram a Vila de Santo André da Borda do Campo. No ano seguinte, os padres da Companhia de Jesus fundaram em uma colina de Piratininga um colégio para os índios, berço da Vila de São Paulo. Em 1560, a Vila de Santo André foi extinta e seus moradores foram transferidos para São Paulo de Piratininga.

A faixa litorânea, estreita pela presença da serra, não apresentava as condições necessárias para o desenvolvimento da grande lavoura. Por sua vez, o planalto deparava com o sério obstáculo do Caminho do Mar, que, ao invés de ligar, isolava a região de Piratininga, negando-lhe o acesso ao oceano e, portanto, a facilidade para o transporte. Em consequência, a capitania ficou relegada a um plano econômico inferior, impedida de cultivar com êxito o principal produto agrícola do Brasil colonial, a cana-de-açúcar, e de concorrer com a principal zona açucareira da época, representada por Pernambuco e Bahia.

Estabeleceu-se em Piratininga uma policultura de subsistência, baseada no trabalho forçado do índio. Os inventários dos primeiros paulistas acusavam pequena quantidade de importações e completa ausência de luxo. O isolamento criou no planalto uma sociedade peculiar. Chegar a São Paulo requeria fibra especial na luta contra as dificuldades do acesso à serra, os ataques dos índios, a fome, as doenças, o que levaria a imigração europeia a um rigoroso processo seletivo. Tais condições de vida determinariam a formação de uma sociedade em moldes mais democráticos que os daquela que se estabelecera mais ao norte da colônia.

Concorreu em boa parte para tanto a proliferação de mamelucos oriundos do inevitável e intenso cruzamento com as índias da terra, pertencentes às tribos tupis que dominavam o litoral brasileiro. Em São Paulo, especialmente, o hibridismo luso-tupi na sua feição étnico-cultural não se atenuaria tão rapidamente como ocorreu em outras regiões em que o fluxo de negros e o contato mais fácil com a metrópole veio diluí-lo. Mais do que em qualquer outro lugar, o português saberia, à sombra de uma excepcional capacidade de adaptação, integrar certos traços culturais dos tupis que lhe permitiriam sobreviver — e mais, tirar proveito do sertão hostil.

As bandeiras

Ver artigos principais: Entradas e bandeiras e Bandeirantes.
Estátua de Antônio Raposo Tavares, um dos mais famosos bandeirantes, no Museu Paulista em São Paulo.

Dificuldades econômicas, tino sertanista, localização geográfica (São Paulo era um importante centro de circulação fluvial e terrestre), espírito de aventura, seriam poderosos impulsos na arrancada para o sertão. Desde os primeiros tempos da colonização eram constantes as arremetidas, num bandeirismo defensivo que visava a garantir a expansão paulista do século XVII. Este seria o grande século das bandeiras, aquele em que se iniciaria o bandeirismo ofensivo propriamente dito, cujo propósito era em grande parte o lucro imediato proporcionado pela caça ao índio. Da vila de São Paulo partiram as bandeiras de apresamento chefiadas por Antônio Raposo Tavares, Manuel Preto, André Fernandes, entre outros.

As condições peculiares de vida no planalto permitiram que os paulistas, durante os dois primeiros séculos, desfrutassem de considerável autonomia em setores como defesa, relações com os índios, administração eclesiástica, obras públicas e serviços municipais, controle de preços e mercadorias. As câmaras municipais, compostas por "homens bons" da terra, raramente se continham dentro de suas legítimas atribuições; em São Paulo, especialmente, sua independência quase fez esquecer o governo lusitano.

Do bandeirismo de apresamento passou-se ao bandeirismo minerador, quando a atividade de Borba Gato, Bartolomeu Bueno da Silva, Pascoal Moreira Cabral e outros foi recompensada com o encontro dos veios auríferos em Minas Gerais e Mato Grosso. Dura provação foi o efeito do descobrimento do ouro sobre São Paulo e outras vilas do planalto: todos buscavam o enriquecimento imediato representado pelo metal precioso. Como disse José Joaquim Machado de Oliveira, "não havia paulista que, mais ou menos, deixasse de afagar o pensamento de descobrir minas".

Assim, o povoamento dos sertões brasileiros fez-se com sacrifício dos habitantes de São Paulo e em detrimento da densidade populacional da capitania. Essa ruptura demográfica, aliada a fatores geográficos já mencionados (a serra do Mar), ocasionou uma queda da produtividade agrícola, bem como o declínio de outras atividades, o que acentuou a pobreza do povo no decorrer do século XVIII. A capitania, que então abrangia toda a região das descobertas auríferas, foi transferida para a coroa e ali instalou-se governo próprio em 1709, separado do governo do Rio de Janeiro e com sede na vila de São Paulo, elevada a cidade em 1711.

O ciclo do ouro e decadência da capitania

Ver artigos principais: Guerra dos Emboabas e Capitania de São Paulo.

No final do século XVII, bandeirantes paulistas descobrem ouro na região do Rio das Mortes, nas proximidades da atual São João del-Rei. A descoberta das imensas jazidas de ouro provoca uma corrida em direção às Minas Gerais, como eram chamadas na época os inúmeros depósitos de ouro por exploradores advindos tanto de São Paulo quanto de outras partes da colônia.

Divisão administrativa do Brasil após a Guerra dos Emboabas.

Como descobridores das minas, os paulistas exigiam exclusividade na exploração do ouro, porém foram vencidos em 1710 com o fim da Guerra dos Emboabas, perdendo o controle das Minas Gerais, que se torna capitania autônoma em 1721. O ouro extraído de Minas Gerais seria escoado via Rio de Janeiro. Como compensação, a Vila de São Paulo é elevada à categoria de cidade em 1711.

O êxodo em direção às Minas Gerais provocou a decadência econômica na capitania, e ao longo do século XVIII esta foi perdendo território e dinamismo econômico até ser simplesmente anexada em 1748 à capitania do Rio de Janeiro. Assim, pouco antes de ser anexada ao Rio de Janeiro, São Paulo perdeu território para a criação da Capitania de Goiás e a Capitania do Mato Grosso. Estas duas capitanias correspondem hoje aos estados de Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Rondônia, Goiás, Tocantins, Distrito Federal e o Triângulo Mineiro.

Alguns autores têm contestado essa versão da decadência da província. O principal argumento que leva historiadores a defenderem tal tese é a estabilização do número de vilas que surgidas no período. Porém, o número de habitantes não teria diminuído, apenas se concentrado nas vilas já existentes, e sua população, apesar de não lucrar diretamente com as minas, dominava o fornecimento de mantimentos, principalmente ligados à pecuária. A principal justificativa para a anexação à província do Rio de Janeiro foi a segurança das minas, já que São Paulo seria seu escudo natural contra invasões oriundas da Argentina ou outras colônias espanholas (ironicamente o mesmo argumento utilizado para sua restauração anos depois).

A restauração da capitania e a província de São Paulo

Mapa da província de São Paulo (1886).

O governador da Capitania de Minas Gerais, Luís Diogo Lobo da Silva, em 24 de setembro de 1764, anexa a margem esquerda do Rio Sapucaí, atual Mesorregião do Sul e Sudoeste de Minas, estendendo os limites de Minas Gerais, aproximadamente, até a divisa atual com São Paulo. Este território jamais voltaria a ser recuperado por São Paulo mesmo depois da recriação da capitania. Essa região anexada por Minas Gerais, continuou entretanto, pertencendo à Arquidiocese de São Paulo.

Em 1765, pelos esforços do Morgado de Mateus é reinstituída a Capitania de São Paulo e este promove uma política de incentivo à produção de açúcar para garantir o sustento da capitania. A capitania é restaurada entretanto com cerca de um terço de seu território original, compreendendo apenas os atuais estados de São Paulo e Paraná e parte de Santa Catarina.

O Morgado de Mateus criou a Vila de Lages e Campo Mourão para a defesa da capitania. Foram criadas várias outras vilas, fato que não ocorria desde o início do século XVIII em São Paulo.

Assim, são fundados no leste paulista, região propícia para tal cultivo, as vilas de Campinas e Piracicaba, onde logo a cana-de-açúcar desenvolve-se. O açúcar é exportado pelo porto de Santos e atinge seu auge no início do século XIX.

A capitania de São Paulo ganha peso político, durante a época da Independência do Brasil, pela figura de José Bonifácio, natural de Santos, e em 7 de setembro de 1822 a Independência é proclamada às margens do riacho Ipiranga, em São Paulo, por Dom Pedro I. Em 1821 a capitania transforma-se em província.

Em 1820, D. João VI anexou Lages à Santa Catarina, perdendo São Paulo mais um pouco de seu território.

Em 1853 é criada a província do Paraná, e São Paulo perde, pela última vez território, ficando a partir daquela data com seu território atual. As divisas atuais do estado de São Paulo só foram fixadas em definitivo, na década de 1930.

O ciclo do café

Já em 1817 é fundada a primeira fazenda de café de São Paulo, no vale do rio Paraíba do Sul, e, após a Independência do Brasil, o cultivo de café ganha força nas terras da região do Vale do Paraíba, enriquecendo rapidamente cidades como Guaratinguetá, Bananal, Lorena e Pindamonhangaba.

Nas fazendas cafeeiras do Vale do Paraíba, era utilizada em grande escala a mão-de-obra escrava, e os grãos eram escoados via Rio de Janeiro. Assim sendo, o Vale enriquece-se rapidamente, gerando uma oligarquia rural, porém o restante da província continua dependente da cana-de-açúcar e do comércio que vai se estabelecendo na cidade de São Paulo, impulsionado pela fundação de uma faculdade de Direito em 1827.

Entretanto, a exaustão dos solos do Vale do Paraíba e as crescentes dificuldades impostas ao regime escravocrata levam a uma decadência no cultivo do café a partir de 1860 naquela região. O Vale vai se esvaziando economicamente enquanto o cultivo do café migra em direção ao Oeste Paulista, adentrando primeiramente na região de Campinas e Itu, substituindo o cultivo da cana-de-açúcar realizado até então.

A migração do café rumo ao oeste provoca grandes mudanças econômicas e sociais na Província. A proibição do Tráfico negreiro em 1850 leva a necessidade de busca de nova forma de mão-de-obra para os novos cultivos. A imigração de europeus passa a ser incentivada pelo governo Imperial e provincial. O escoamento dos grãos passa a ser feito via porto de Santos, o que leva a fundação da primeira ferrovia paulista, a São Paulo Railway, inaugurada em 1867, construída por capitais ingleses e do Visconde de Mauá, ligando Santos a Jundiaí, passando por São Paulo, que começa a se transformar em importante entreposto comercial entre o litoral e o interior cafeeiro.

Café sendo embarcado no porto de Santos em 1880, por Marc Ferrez.

O café vai adentrando paulatinamente o oeste paulista, passando por Campinas, Rio Claro e Porto Ferreira; em 1870, a penetração da cultura encontra seus campos mais férteis de cultivo: as terras roxas do nordeste paulista, próximas a Ribeirão Preto e São Carlos, onde surgiram as maiores e mais produtivas fazendas de café do mundo.

Atrás de novas terras para o café, exploradores adentram o até então desconhecido quadrilátero compreendido entre a Serra de Botucatu e os rios Paraná, Tietê e Paranapanema, onde fundaram cidades como Bauru, Marília, Garça, Araçatuba e Presidente Prudente no final do século XIX e início do século XX.

As fronteiras paulistas são fixadas com a emancipação do Paraná em 1853. O sul paulista (Vale do Ribeira e região de Itapeva) não atraem o cultivo do café e sofrem com litígios de divisa entre São Paulo e Paraná, sendo portanto postas à margem do desenvolvimento do resto da província, tornando-se, até nossos dias, as regiões mais pobres do território paulista.

O enriquecimento provocado pelo café e a constante chegada de imigrantes italianos, portugueses, espanhóis, japoneses e árabes à Província, além do desenvolvimento de uma grande rede férrea, trazem prosperidade a São Paulo.

República Velha e a política do café com leite

Ao se instalar a república, afirmava-se claramente o predomínio econômico do novo estado. Se o Brasil era o café, o café era São Paulo. Essa realidade repercutiu na esfera nacional, daí a homogeneidade de 1894 a 1902, em três quadriênios consecutivos, com os presidentes Prudente de Morais, Campos Sales e Rodrigues Alves.

No início do Século XX, com o avanço das ferrovias rumo ao Rio Paraná são criados dezenas de municípios ao longo das ferrovias Estrada de Ferro Sorocabana, NOB e Companhia Paulista de Estradas de Ferro. Pela primeira vez é ocupado o Oeste paulista. Por ter sido povoado ao longo das ferrovias, o oeste paulista se dividia em regiões chamadas "Zona da Paulista", "Zona da Sorocabana", "Zona da Noroeste" e "Zona da Araraquarense". As ferrovias foram construídas nas regiões mais altas mais próprias para o café, os chamados espigões, menos sujeitos à geada.

Estação da Luz, um dos símbolos do poder paulista no auge da República do café com leite.

São Paulo ingressou com dois trunfos na era republicana: a riqueza representada pelo café e o sistema de mão-de-obra livre, que fora introduzido antes da abolição da escravatura e já se adaptara e integrara no modo de produção da agricultura paulista. De outro lado, a autonomia local conferida pelo novo regime federativo, que em face dos amplos direitos conferidos aos estados resultava, na prática, numa verdadeira soberania, veio reforçar política e administrativamente as vantagens conferidas pelos dois fatores acima mencionados.

Assim equipado, beneficiando-se da fraqueza institucional decorrente da Proclamação da República do Brasil, São Paulo aliou seu poder econômico à força eleitoral de Minas Gerais e instaurou a política do café com leite, que teve por consequência uma mudança no federalismo no Brasil, sendo até hoje visíveis os resultados. Para isso, concorreu também a visão empresarial de seus homens de negócios, cafeicultores principalmente, que, ainda no império, haviam aprendido a usar com presteza e vigor o poder político em defesa de seus interesses econômicos. Perceberam de imediato a oportunidade da introdução do imigrante estrangeiro e a subsidiaram com recursos da província, uma vez que o governo imperial dispensava maiores atenções ao estabelecimento de núcleos coloniais do que à imigração assalariada. Com a nova situação criada pela instituição do regime republicano, puderam ampliar seus meios de ação. Daí por diante, até a crise de 1929, não perderam de vista a expansão e defesa do produto que sustentava a economia da região.

Apesar das dissensões internas e de várias dissidências, o Partido Republicano Paulista (PRP) conseguiu manter grande coesão em face da União, o que lhe permitia levar avante uma política que satisfazia, em geral, aos interesses dominantes e que, inegavelmente, contribuiu para o prestígio de São Paulo dentro da federação.

Não foram, entretanto, tranquilos os primeiros momentos republicanos em São Paulo. Eles refletiam as agitações e desacertos que ocorriam no âmbito federal. Como nos demais estados, estabeleceu-se uma junta governativa provisória. Em seguida foi nomeado governador Prudente de Morais, que logo renunciou. O governo do estado passou então para Jorge Tibiriçá, indicado por Deodoro.

Marechal Deodoro da Fonseca, proclamador da república brasileira.

Em 1890 inaugurou-se a era das dissensões políticas dentro do PRP, com a oposição exercida pelo Centro Republicano de Santos, que, em manifesto de 24 de agosto de 1890, lançou a candidatura de Américo Brasiliense de Almeida e Melo. Agitou-se a faculdade de direito, enquanto as principais figuras republicanas de São Paulo, como Prudente de Morais, Campos Sales, Bernardino de Campos e Francisco Glicério de Cerqueira Leite, entre outros, inquietaram-se com o autoritarismo do marechal Deodoro da Fonseca. Este destituiu Jorge Tibiriçá e delegou o poder, em 1891, a Américo Brasiliense, que Deodoro da Fonseca considerava o único capaz de organizar São Paulo.

Agravaram-se os descontentamentos. Amargas polêmicas foram travadas entre Campos Sales, pelo Correio Paulistano, e Francisco Rangel Pestana, que usava como porta-voz O Estado de S. Paulo. Nesse ambiente instalou-se, em 8 de junho de 1891, a Assembleia Constituinte e, em julho, Américo Brasiliense, já escolhido presidente do estado, promulgou a primeira constituição paulista.

Os ânimos pareciam serenar quando o golpe de Deodoro da Fonseca fez renascer a agitação. A capital e o interior viviam apreensivos, sob a ameaça de subversão da ordem pública, que se generalizava pelo país. Para evitar a guerra civil, Deodoro renunciou, e assumiu a presidência da república o vice-presidente, Floriano Peixoto, que recebeu então apoio político e financeiro de São Paulo contra as revoltas que se alastravam pela nação. Em troca, São Paulo assumiu a hegemonia da federação, com a eleição de Prudente de Morais, em 1894, que dava início à série de presidentes civis.

Enquanto isso, no estado, Américo Brasiliense passou o governo ao major Sérgio Tertuliano Castelo Branco, que logo o transmitiu a quem de direito: o vice-presidente, José Alves de Cerqueira César. Este, diante do espírito de motim e de reação monárquica que reinava, dissolveu a Assembleia Legislativa, convocou imediatamente outro Congresso e depôs todas as câmaras municipais do estado. Realizaram-se eleições de deputados e senadores para o segundo legislativo estadual, que se instalou em 7 de abril de 1892. Demonstrando sempre decisão e firmeza, Cerqueira César convocou o eleitorado para escolher novo presidente do estado, Bernardino de Campos, o primeiro governante paulista eleito pelo sufrágio direto.

Após 1904, os mandatos dos presidentes do estado de São Paulo se estabilizaram, de 4 em 4 anos. Jorge Tibiriçá Piratininga reformou as polícias de São Paulo. Em 1910, em uma campanha malograda, os paulistas apoiaram a candidatura de Rui Barbosa à presidência da república, tendo o presidente de São Paulo Albuquerque Lins como seu vice. Derrotado Rui Barbosa e assumindo a presidência Hermes da Fonseca, São Paulo correu o risco de intervenção federal na Política das Salvações, porém, com a eleição do Conselheiro Rodrigues Alves, presidente de São Paulo de 1912 a 1916, graças a seu prestígio em todo o Brasil, São Paulo escapou da intervenção federal.

O presidente de São Paulo de 1916 a 1920, Dr. Altino Arantes Marques enfrentou os 5 G: a primeira guerra mundial, a grande geada de 1918, as greves (paredes) de 1917, a gripe espanhola e a invasão de gafanhotos no interior de São Paulo.

o Dr. Washington Luís, que governou São Paulo de 1920 a 1924, revolucionou São Paulo com seu lema "Governar é abrir estradas", sendo que, atualmente, 19 das 20 melhores rodovias brasileiras são paulistas.[carece de fontes?]

Em 1924, durante a presidência de Carlos de Campos, ocorre em São Paulo, tanto na capital quanto no interior, a Revolução de 1924, que obriga Carlos de Campos a se retirar da capital. Acontecem destruições e depredações e bombardeiro por parte do governo federal. Os rebeldes são derrotados e rumam para o interior do Brasil.

o Dr. Washigton Luís chegou à presidência da república em 1926, sendo porém deposto em 24 de outubro de 1930.

Revolução de 1930 e a Revolução de 1932

Em 1 de março de 1930, o presidente de São Paulo, o paulista Júlio Prestes, foi eleito presidente da república, obtendo 91% dos votos válidos em São Paulo, mas não tomou posse, impedido pela Revolução de 1930, a qual também derrubou da presidência da república Washington Luís que fora presidente de São Paulo entre 1920 e 1924. São Paulo então passou a ser governado pelos vencedores da Revolução de 1930 e logo em seguida se revoltou contra essa situação protagonizando a Revolução de 1932. Júlio Prestes e Washington Luís foram exilados. Os jornais apoiadores do PRP foram destruídos.

Cartaz MMDC convocando o povo paulista às armas.

A década de 1930 em São Paulo caracterizou-se, do ponto de vista econômico, pelos esforços de ajustamento às novas condições criadas pela crise mundial de 1929 e pela derrocada do café. Do ponto de vista político, o período foi marcado pela luta em prol da recuperação da hegemonia paulista na federação, atingida pela Aliança Liberal e afinal aniquilada pela revolução de 1930. Esta submeteu o estado à ação dos interventores federais, que, de início, nem paulistas eram.

Surgiram logo as reivindicações a favor de um governo paulista, o que, na versão dos vencedores da Revolução de 1930, era visto como tentativa de a restaurar os grupos hegemônicos paulistas, cujos interesses, tanto econômicos quanto políticos, estavam sendo prejudicados pela nova situação. No entanto, mesmo alguns interventores, como o tenente pernambucano João Alberto Lins de Barros, procuraram conciliar a cafeicultura com a nova orientação do governo federal.

Habituadas a conduzir seu próprio destino, as classes dirigentes se insurgiram sob a liderança do Partido Democrático, então presidido pelo professor Francisco Morato, justamente o partido aliado à revolução getulista de 1930. A organização política rompeu, porém, com o governo federal e constituiu, com as classes conservadoras e o velho PRP, a Frente Única Paulista. Esta procurou aliança com outros estados, particularmente com a oposição gaúcha, mas afinal os paulistas rebelaram-se, contando apenas com o apoio de tropas do Estado de Maracaju (atual Mato Grosso do Sul).

Em 9 de julho de 1932, irrompeu a revolução constitucionalista de São Paulo. Governava o estado, como interventor federal, o paulista Pedro de Toledo, logo proclamado governador. Formaram-se batalhões de voluntários, e aderiram ao movimento algumas unidades do Exército, um forte contingente de Mato Grosso e a quase totalidade da força pública estadual. Foram mobilizados inicialmente cinquenta mil homens, cujo comando coube ao general Bertolo Klingler, e depois ao coronel Euclides de Oliveira Figueiredo.

A indústria participou da revolução com entusiasmo. Sob a direção de Roberto Cochrane Simonsen, todo o parque industrial paulista foi colocado a serviço da rebelião, dedicado à produção bélica. Organizou-se também o abastecimento interno. A luta durou, porém, apenas três meses e terminou com a derrota dos paulistas e a perda de centenas de vidas.

Alguns meses após a capitulação, o governo federal, a fim de pacificar o país, decidiu convocar eleições para a Assembleia Constituinte, respondendo ao objetivo principal dos revolucionários paulistas: a restauração da ordem constitucional. Enquanto isso, São Paulo foi ocupado militarmente de outubro de 1932 a agosto de 1933. Foram exilados o ex-governador Pedro de Toledo, seu secretariado e outros políticos que tomaram parte ativa na revolução.

Industrialização e metropolização

São Paulo, durante muito tempo a cidade foi o principal polo industrial do estado.

Após a Primeira Guerra Mundial, o cultivo do café começa a enfrentar crises de excesso de oferta e concorrência de outros países. O cultivo começa a ser controlado pelo governo, a fim de evitar crises e fazendas fecham, levando imigrantes em direção a São Paulo, onde se tornam operários.

Pressões políticas exigindo o fim do predomínio da elite cafeeira paulista surgem e movimentos artísticos como a Semana de 1922 propagam novas ideias sociais e econômicas. A imigração externa começa a se enfraquecer e greves anarquistas e comunistas rebentam em São Paulo enquanto impérios industriais como o de Matarazzo são formados.

Em 1930 o café entra em sua derradeira crise com a Crise de 1929 e o crash da Bolsa de Nova Iorque no ano anterior, o colapso dos preços externos dos grãos e a Revolução de 1930, que retira os paulistas do poder.

Dois anos depois, em 1932, São Paulo combate Getúlio Vargas na Revolução Constitucionalista, em uma tentativa de retomar o poder perdido, porém é derrotado militarmente. A crise do café se amplifica e o êxodo rural em direção à cidade de São Paulo esvazia o interior do estado.

No período do Estado Novo (Brasil) com Ademar de Barros como governador do estado e Prestes Maia prefeito da cidade de São Paulo, o estado entra em uma nova fase de desenvolvimento com a construção de grandes rodovias e usinas hidrelétricas.

A Segunda Guerra Mundial interrompe as importações de produtos e a indústria paulista inicia um processo de substituição de importações, passando a produzir no estado os produtos até então importados. O processo intensifica-se no governo de Juscelino Kubitschek, que lança as bases da indústria automotiva no ABC paulista.

Para suprir a mão de obra necessária, o estado passa a receber milhões de nordestinos, vindos principalmente dos estados da Bahia, Ceará, Pernambuco e Paraíba, que substituem os antigos imigrantes, agora compondo a classe média paulista, como operários. Estes se fixam principalmente na periferia de São Paulo e nas cidades vizinhas. Este rápido aumento populacional promove um processo de metropolização, onde São Paulo se aglomera com as cidades vizinhas, formando a Região Metropolitana de São Paulo.

Em 1960, a cidade de São Paulo torna-se a maior cidade brasileira e principal polo econômico do país, superando o Rio de Janeiro. Este título de maior cidade brasileira deve-se a um número maior de migrantes que escolhiam ir para São Paulo.

Neste período a política paulista era dominada pela rivalidade entre o "janismo" e o "ademarismo", sendo os dois maiores líderes políticos de São Paulo, Ademar de Barros e Jânio Quadros.

Industrialização do interior e esvaziamento econômico

Rodovia dos Bandeirantes, um dos principais vetores de desenvolvimento do interior do estado.

Nas décadas de 1960 e 1970 o governo estadual promove diversas obras que incentivam a economia do interior do estado, esvaziado desde a quebra do café em 1930.

A abertura e duplicação da Via Dutra (BR-116) recupera e industrializa o Vale do Paraíba, que se concentra em torno da indústria aeronáutica de São José dos Campos. Para o Oeste, a implantação do Aeroporto Internacional de Viracopos, a criação da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) a abertura de rodovias como a Rodovia Anhanguera e Bandeirantes e Rodovia Washington Luís o implemento de técnicas modernas de produção, em especial da cana-de-açúcar e de seu subproduto, o álcool combustível, levam novamente o progresso às regiões de Campinas, Sorocaba, Central, Ribeirão Preto e Franca.

Campinas, a maior cidade do interior paulista.

Este processo de recuperação econômica do interior intensifica-se a partir da década de 1980, quando inúmeros problemas urbanos, como violência, poluição e ocupação desordenada, afligem a Região Metropolitana de São Paulo. Entre 1980 e 2000 a grande maioria dos investimentos realizados no estado foi feita fora da capital, que passa de uma metrópole industrial para um polo de serviços e finanças. O interior, em especial os eixos entre Campinas - Piracicaba - São Carlos - Ribeirão Preto - Franca e Sorocaba - São José dos Campos - Taubaté, torna-se industrializado e próspero.

Entretanto, mesmo com o enriquecimento e industrialização do interior, outros estados passam a ter uma taxa de crescimento econômico ainda mais elevada que São Paulo, principalmente as regiões Sul e Centro-Oeste.

Atualmente, ainda que o crescimento não seja mais tão alto e haja concorrência de outros estados, São Paulo é o principal polo econômico e industrial da América do Sul, sendo o maior mercado consumidor do Brasil.

Geografia

São Paulo
Ficha técnica
Área 248.209,4 km²
Relevo planície litorânea estreita limitada pela serra do Mar, planaltos e depressões no resto do território.
Ponto mais elevado pedra da Mina, na serra da Mantiqueira (2.797 m).
Rios principais Tietê, Paranapanema, Grande, Turvo, do Peixe, Paraíba do Sul, Piracicaba.
Vegetação mangues no litoral, mata Atlântica e floresta tropical no resto do território.
Clima tropical atlântico no litoral, tropical de atitude no interior e subtropical no sul do estado.
Hora local -3

O estado de São Paulo ocupa uma área de 248 209,4 km², estendendo-se do litoral ao interior, localiza-se a 49º00'00" de longitude oeste do Meridiano de Greenwich e a 22º00'00" de latitude sul da Linha do Equador e com fuso horário -3 horas em relação a hora mundial GMT. Dois terços de seu território ficam acima do Trópico de Capricórnio. No Brasil, o estado faz parte da região Sudeste, fazendo fronteiras com os estados de Minas Gerais ao norte, Paraná ao sul, Mato Grosso do Sul a oeste e Rio de Janeiro a nordeste. É banhado pelo oceano Atlântico.

Relevo

Pedra da Mina, com 2 798,39 metros de altitude é o ponto mais alto do estado.

Apresenta um relevo relativamente elevado, já que 85% de sua superfície está entre trezentos e novecentos metros de altitude. O ponto mais alto do estado é a montanha Pedra da Mina com 2.798,39 metros de altitude. Tietê, Paranapanema, Grande, Paraná, Turvo, Pardo, do Peixe, Paraíba do Sul e Piracicaba são seus rios principais.

O estado de São Paulo está situado sobre um amplo planalto, com cerca de 600 km de extensão no sentido sudeste-noroeste, orlado a leste por uma estreita planície litorânea de aproximadamente quarenta quilômetros de largura média. A transição entre o planalto e a planície se faz por uma escarpa abrupta, a serra do Mar, com altitude entre 800 e 1.100m. O planalto desce suavemente para o interior e se divide em três seções: o planalto cristalino, a depressão interior e o planalto ocidental, que formam, ao lado da planície litorânea e da serra do Mar, as cinco unidades morfológicas do estado.

Planície litorânea

A planície litorânea apresenta feições variadas. A nordeste de Santos, estreita-se bastante, apertada entre o mar e as escarpas da serra do Mar, que em alguns locais cai diretamente sobre o oceano. Para oeste, dilata-se progressivamente até atingir, no vale do rio Ribeira do Iguape, sua maior largura (sessenta quilômetros). Alguns maciços isolados, de que são exemplo as elevações que dominam a cidade de Santos, erguem-se da planície. Esta é constituída de baixadas fluvio-marinhas recentes, resultantes da colmatagem (aterramento) de antigos golfões. A baixada santista ocupa um desses golfões ainda não preenchido inteiramente pela sedimentação. Em consequência, é cortada por conjunto de canais que forma verdadeiro labirinto em torno das ilhas de Santo Amaro e São Vicente.

Vista da Serra do Mar em Ubatuba.
Serra do Mar

A serra do Mar, rebordo do planalto, forma uma faixa de terrenos acidentados, interposta entre a planície e o planalto. De Santos até o limite com o estado do Rio de Janeiro, apresenta-se uma escarpa contínua, formando majestoso paredão que desce quase verticalmente da beira do planalto sobre a planície litorânea ou sobre o mar. Foi essa a seção do rebordo do planalto a que aplicou inicialmente o nome de serra do Mar. De Santos até a divisa com o estado do Paraná, transforma-se numa sucessão de estreitos vales e cristas montanhosas, resultantes do trabalho de erosão do rio Ribeira do Iguape e seus tributários sobre as rochas menos resistentes dessa porção do planalto.

Planalto cristalino

Acima do escarpamento da serra do Mar desenvolvem-se as suaves ondulações do planalto cristalino, assim chamado por ser talhado em rochas cristalinas antigas (gnaisses e granitos). Essa unidade do relevo ocupa a porção sul-oriental do planalto paulista. Sua topografia regular se desdobra em amplo conjunto de colinas, entre as quais serpenteiam vales rasos e largos. A esses traços gerais acrescentam-se ainda algumas outras feições de relevo ligadas ao planalto paulista. A mais importante é a serra da Mantiqueira, cujo traçado em forma de uma grande crescente corresponde aproximadamente à divisa com o estado de Minas Gerais. O rebordo da Mantiqueira constitui o rebordo do planalto sul-mineiro, que domina o planalto cristalino paulista com altitudes superiores a 1 200 m.

Além da Mantiqueira, o planalto cristalino apresenta algumas cristas montanhosas, que correspondem a faixas de rochas mais resistentes (metamórficas algonquianas) e podem ser classificadas como montanhas baixas. O planalto cristalino paulista, compreende, também, parte do vale do Paraíba, grande depressão alongada que se estende até o território do atual estado do Rio de Janeiro, na forma de um corredor entre as serras do Mar e da Mantiqueira. Finalmente, erguem-se sobre as serras do Mar e da Mantiqueira dois maciços montanhosos, respectivamente os maciços da Bocaina (2.085m no morro Tira-Chapéu) e a Pedra da Mina (2.798,98 m), a mais alta montanha do estado de São Paulo.

Depressão Periférica Paulista

A quarta unidade de relevo do estado é a depressão interior, que se estende a oeste do planalto, na forma de um grande arco cuja concavidade se volta para o interior. Sua superfície, que se encontra acima de 200m abaixo do nível geral do planalto cristalino e do planalto ocidental, assinala o afloramento de rochas sedimentares antigas, paleozóicas, relativamente menos resistentes à erosão que as formações dos planaltos vizinhos. A oeste da depressão interior ergue-se o rebordo do planalto ocidental, uma escarpa abrupta com cerca de 200m de desnível, com penhascos cortados em formações basálticas: é a chamada serra Geral, que do norte do estado de São Paulo se prolonga até o Rio Grande do Sul.

Planalto Ocidental Paulista
Imagem de satélite mostrando todo o território paulista e parte dos estados de Minas Gerais, Rio de Janeiro, Paraná e Mato Grosso do Sul.

Aí se inicia a mais extensa unidade morfológica de São Paulo, o planalto ocidental, que ocupa aproximadamente metade do território estadual. Apresenta esse planalto suave inclinação para oeste, caindo de 700m de altitude, a leste, a 300m a oeste. Exibe assim a feição de uma cuesta, cuja frente ou rebordo é a serra Geral. O arcabouço geológico da cuesta é formado por estratos de basalto, cobertos por formações areníticas que se intercalam entre eles. Por essa razão, as formações basálticas afloram com reduzida freqüência no estado de São Paulo e são observadas apenas nos fundos dos vales e ao longo da serra Geral, ou em manchas esparsas. A extensão e a distribuição dos afloramentos de basalto alcançam certa importância econômica, já que é da decomposição dessa rocha que se originam os solos de terra roxa. Nesse particular, São Paulo difere radicalmente do Paraná, onde o planalto ocidental é inteiramente recoberto por formações basálticas.

O dorso do planalto ocidental tem topografia bastante regular, mas os rios que o drenam, afluentes da margem esquerda do Paraná, sulcaram-no profundamente com seus vales, dividindo-o em numerosos compartimentos alongados no sentido sudeste-noroeste, denominados espigões. Em consequência da conformação de seu relevo, o estado tem cerca de 85% de sua área acima de 300m e abaixo de 900m; 8% abaixo de 300m; e 7% acima de 900m. As terras situadas abaixo de 300m correspondem à baixada litorânea; as demais, ao planalto. A pequena parcela que ultrapassa 900m de altitude corresponde aos trechos mais elevados do planalto, situados junto a sua margem oriental (serra do Mar e porções paulistas da Mantiqueira).

Clima

Campos do Jordão, um dos municípios mais frios do Brasil.

Seu clima varia entre o tropical, na região norte do estado, tropical de altitude, em boa parte do centro do estado, no Vale do Paraíba e nas serras da bocaina e mantiqueira (nessa última, foi registrada a mínima absoluta do estado, na cidade de Campos do Jordão: -7,3 °C, em 1 de junho de 1979.[11]), e subtropical, na região sul do estado e no Planalto Paulista. Seis modalidades climáticas do sistema de classificação de Köppen ocorrem em São Paulo: os tipos Af, Aw, Cfa, Cfb Cwa e Cwb. Os tipos Af e Aw correspondem às partes mais baixas do estado. O clima Af, tropical superúmido com chuvas bem distribuídas durante o ano, domina a baixada litorânea e as baixas encostas da serra do Mar. As temperaturas médias anuais são superiores a 20 °C e a pluviosidade excede 2.000mm.

O clima Aw, tropical, subúmido com chuvas de verão e invernos secos, caracteriza a maior parte do planalto ocidental, cobrindo-lhe a parte setentrional. Mais ao sul, ocorrem as temperaturas mais baixas, sobretudo no inverno, o que impede a inclusão dessa região do planalto ocidental ao tipo Aw. A temperatura anual excede também 20 °C, mas a pluviosidade é mais reduzida do que o tipo anterior (entre 1.000 e 1.250mm).

Os demais tipos climáticos do estado, Cwa, Cwb, correspondem ao clima tropical de altitude e são registrados nas porções mais elevadas do centro do estado e os climas Cfa e Cfb, correspondem ao clima subtropical e são registrados no planalto paulista e no sul do estado, a temperatura média anual oscila entre 17 °C e 20 °C, e a pluviosidade, entre 1.250mm e 2.000mm.

O tipo Cwa, mesotérmico com verões quentes e chuvosos e invernos secos, ocorre imediatamente ao norte do tipo Cfa, formando uma faixa que atravessa o estado em seu centro. A temperatura anual é a mesma do tipo anterior, mas a pluviosidade não ultrapassa 1.250mm. Os tipos Cfa e Cwa passam a Cfb e Cwb, isto é, a climas com verões frescos, nas porções mais elevadas.

Vegetação

Ipê-amarelo-cascudo (Tabebuia chrysotricha) em Avaré, árvore típica do cerrado, bioma presente em parte do território paulista.

Pouco resta atualmente da primitiva cobertura vegetal do estado de São Paulo. A abertura de campos de cultivo, a formação de paisagens artificiais e o uso da madeira como combustível ou como matéria-prima levaram a uma quase completa destruição das florestas paulistas. Essa cobertura florestal revestia outrora cerca de 82% da área estadual; atualmente subsistem florestas em áreas impróprias para pastagens e culturas (como nas encostas íngremes das serras do Mar e da Mantiqueira), ou ainda não incorporadas à economia agropastoril (como algumas porções do extremo oeste). Nessas áreas, onde se fez sentir com menos intensidade a interferência humana, ainda é possível observar as características originais da floresta e reconhecer a marca de sua diferenciação regional. Ao longo da costa e no rebordo do planalto, graças à elevada pluviosidade, a floresta se apresentava como uma mata densa, perene e muito rica em epífitas e lianas.

No interior do planalto, a umidade mais reduzida resultava no desenvolvimento de uma mata semidecídua, onde contrastavam as formações desenvolvidas em solos de arenito com as formações mais exuberantes, dos solos de terra roxa. Nos trechos mais elevados da Mantiqueira e da Bocaina, a floresta assumia caráter mais subtropical, assinalado pela presença do pinheiro-do-paraná (araucária). A mata de pinheiros aparecia, também, em manchas dispersas no leste do estado, das quais a maior situava-se nas proximidades de Botucatu.

Outros tipos de vegetação existiam em São Paulo. Campos cerrados (10% da superfície total) formavam manchas dispersas no interior do planalto, sobretudo na margem oriental do planalto ocidental e na depressão interior. Ao sul dessa última, aparecia, como ainda hoje aparece, a extremidade setentrional dos Campos Gerais do Paraná, ocupando 1,3% da área estadual.

Hidrografia

Ver página anexa: Rios do estado de São Paulo
O rio Tietê percorre todo o território paulista ao longo de seu percurso, de sudeste a noroeste.

Os principais rios são: Tietê, Paraná, Paranapanema, Grande, Turvo, do Peixe, Paraíba do Sul, Piracicaba, Pardo, Moji-Guaçu, Jacaré-Pepira e Jacaré-Guaçu.

Um dos principais rios que atravessa o estado, o Tietê, faz parte da Bacia Tietê-Paraná. O Tietê é conhecido mais por sua poluição ambiental, mas é um dos mais economicamente importantes.

A rede de drenagem de São Paulo pertence quase integralmente à bacia do rio Paraná. Apenas uma estreita faixa de terras, na qual se incluem a baixada litorânea e uma pequena parte do planalto cristalino, corre para a vertente atlântica.

O Rio Paranapanema, uma divisa natural dos estados de São Paulo e Paraná.

Os rios da bacia do Paraná abrangem o próprio rio Paraná, que forma a divisa de São Paulo com Mato Grosso do Sul, e seus afluentes da margem esquerda — o Paranapanema (na divisa com o estado do Paraná), o Peixe, o Aguapeí e o Tietê, além do Grande, formador do Paraná. Os rios Paranapanema e Tietê têm suas nascentes junto à serra do Mar e atravessam os três compartimentos do planalto antes de alcançarem o Paraná.

A vertente atlântica compreende, em geral, apenas pequenos rios que descem da serra do Mar e atravessam a planície litorânea em direção ao oceano. Apenas dois rios desse grupo alcançam maior extensão, penetrando com suas cabeceiras no seio do planalto cristalino; são eles o Ribeira do Iguape e o Paraíba do Sul. Este último corre em direção ao nordeste e penetra no estado do Rio de Janeiro, onde se situa a maior parte de seu curso.

Predomina no estado o regime tropical: os rios enchem no verão e reduzem sua descarga no inverno, período de estiagem. No planalto, a construção de numerosas barragens para a produção de energia elétrica tem contribuído para a regularização das descargas fluviais, melhorando inclusive as condições de navegabilidade da alta bacia do Paraná.


Demografia

Densidade populacional de São Paulo.

██ 0-25 hab/km²

██ 25-50 hab/km²

██ 50-100 hab/km²

██ 100-150 hab/km²

██ 150-200 hab/km²

██ 200-300 hab/km²

██ 300-400 hab/km²

██ 400-500 hab/km²

██ > 500 hab/km²

Segundo estimativas do IBGE, em 2006 o estado de São Paulo possuía 41.055.734 habitantes e uma densidade populacional de 165,4 hab./km². Todo esse montante populacional representa 21% da população brasileira e 11% de toda a população sul-americana.[12] O estado conseguiu alcançar esse patamar populacional depois de crescer durante muitos anos com taxas populacionais superiores à média nacional. Na década de 1950 o estado teve um crescimento populacional de 3,6% ao ano, enquanto o Brasil manteve um crescimento de 3,2%. No período compreendido entre os anos de 1991 e 2000, São Paulo cresceu 1,8% ao ano enquanto a média nacional manteve-se em 1,6%. O inicio do século XXI traz uma tendência de queda das taxas populacionais, porém São Paulo mantém uma taxa de crescimento maior que a brasileira; 1,6% contra 1,4% ao ano.

De acordo com o censo de 2000, dos 40 milhões de habitantes do estado 93,7% vivem em cidades, enquanto 6,3% da população vive no campo. A composição da população paulista por sexo, mostra que para cada 100 mulheres residentes no estado existem 96 homens. Esse pequeno desequilíbrio entre os dois sexos ocorre porque as mulheres possuem uma expectativa de vida oito anos mais elevada que a dos homens, além da maior participação feminina em fluxos migratórios para o estado.[13]

Além de ser o estado mais populoso do Brasil, São Paulo também possui o maior colégio eleitoral brasileiro, com 25.655.553 (IBGE/2002) eleitores em todo o estado. Na eleição de 2006, o número passou para 28.037.256, segundo o Tribunal Superior Eleitoral.

Evolução demográfica do estado de São Paulo.[14]

Religião

Tal qual a variedade cultural verificável em São Paulo, são diversas as manifestações religiosas presentes no estado. Embora tenha se desenvolvido sobre uma matriz social eminentemente católica, tanto devido à colonização quanto à imigração — e ainda hoje a maioria dos paulistas declara-se católica —, é possível encontrar atualmente na cidade dezenas de denominações protestantes diferentes, assim como a prática do budismo, do islamismo, espiritismo, entre outras. De acordo com dados do censo de 2000 realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a população de São Paulo está composta por: católicos (70,31%), protestantes (17,04%), pessoas sem religião (7,28%), espíritas (2,10%), budistas (0,39%), umbandistas (0,21%) e Judeus (0,11%).[15]

Etnias

Segundo o censo de 2000 do IBGE, a população de São Paulo está composta por: brancos (67,9%), pardos (24,7%), pretos (5,8%), amarelos (1,3%) e indígenas (0,3%).[16]

A forte imigração no final do século XIX e início do século XX, trouxe ao estado pessoas de todas as partes do mundo. Dos mais de cinco milhões de imigrantes que desembarcaram no Brasil, grande parte se fixou no estado de São Paulo. Atualmente, vivem em São Paulo treze milhões de italianos e descendentes, representando cerca de 32,5% da população do estado.[17]

A população descende principalmente de imigrantes europeus (sobretudo portugueses, italianos, espanhóis e alemães). Também há grandes comunidades de povos do Oriente Médio (libaneses, sírios e armênios) e Ásia Oriental (japoneses, coreanos e chineses), além de descendentes de africanos.

Muitas pessoas de outros estados brasileiros também migram para São Paulo em busca de trabalho ou melhores condições de vida. Em sua maior parte são pessoas oriundas da Região Nordeste do Brasil, de Minas Gerais e do Paraná.

Política

Palácio dos Bandeirantes, sede do Governo do Estado.

O estado de São Paulo, assim como em uma república, é governado por três poderes, o executivo, representado pelo governador, o legislativo, representado pela Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo, e o judiciário, representado pelo Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo e outros tribunais e juízes. Além dos três poderes, o estado também permite a participação popular nas decisões do governo através de referendos e plebiscitos.

A atual constituição do estado de São Paulo foi promulgada em 1989,[18] acrescida das alterações resultantes de posteriores Emendas Constitucionais.

O Poder Executivo paulista está centralizado no governador do estado, que é eleito em sufrágio universal e voto direto e secreto pela população para mandatos de até quatro anos de duração, podendo ser reeleito para mais um mandato. Sua sede é o Palácio dos Bandeirantes, que desde 1964[19] é sede do governo paulista e residência oficial do governador.

O Poder Legislativo de São Paulo é unicameral, constituído pela Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo, localizado no Palácio 9 de Julho. Ela é constituída por 94 deputados, que são eleitos a cada 4 anos.

A maior corte do Poder Judiciário paulista é o Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, localizada no Palácio da Justiça, no centro de São Paulo.

São Paulo está dividido em 645 municípios. O maior deles é a capital, São Paulo, com dez milhões de habitantes, sendo a cidade mais rica do estado e do país. Sua região metropolitana possui aproximadamente 19 milhões de habitantes, quase a metade de toda a população do estado.

A questão da representação federal

O peso político de São Paulo, se considerada a representatividade das cadeiras na Câmara dos Deputados, é baixo. Ao atingir o número máximo de setenta deputados federais estipulado pela Constituição de 1988, o estado de São Paulo permanece sub-representado, com aproximadamente 22% da população do país e apenas 13% dos deputados da Câmara Federal.[20] Se a representação parlamentar respeitasse a correlação "uma pessoa, um voto", todos os estados da região Norte teriam somados 40 deputados, e não os 65 atuais, enquanto apenas São Paulo contaria com pouco mais de 110 representantes (40 deputados a mais do que dispõe).[21]

Subdivisões

Divisão administrativa

Desde 1970, por sucessivas leis estaduais, foram criadas e alteradas regiões administrativas e regiões de governo, estabelecidas com o objetivo de centralizar a atividades das secretarias estaduais. Seus limites nem sempre coincidem com os das mesorregiões e microrregiões de São Paulo.

As quinze regiões administrativas do estado são
Imagem mostrando a divisão do estado de São Paulo em mesorregiões, microrregiões e municípios.
Mesorregiões e microregiões

O estado de São Paulo é dividido estatisticamente em 15 mesorregiões, 63 microrregiões e 645 municípios segundo o IBGE.

  1. Mesorregião de São José do Rio Preto
  2. Mesorregião de Ribeirão Preto
  3. Mesorregião de Araçatuba
  4. Mesorregião de Bauru
  5. Mesorregião de Araraquara
  6. Mesorregião de Piracicaba
  7. Mesorregião de Campinas
  8. Mesorregião de Presidente Prudente
  9. Mesorregião de Marília
  10. Mesorregião de Assis
  11. Mesorregião de Itapetininga
  12. Mesorregião Macro Metropolitana Paulista
  13. Mesorregião do Vale do Paraíba Paulista
  14. Mesorregião do Litoral Sul Paulista
  15. Mesorregião Metropolitana de São Paulo

Economia

Economia de São Paulo
Ficha técnica
Participação no PIB nacional 33,9% (2005)
PIB per capita R$ 22.667 (2007)[3]
Composição do PIB
Agropecuária 6,5% (2004)
Indústria 46,3% (2004)
Serviços 47,2% (2004)
Atividades econômicas
Exportações (US$ 38 bilhões): veículos e peças (17,2%), aviões, helicópteros e aeropeças (11,6%), outros produtos agroindustriais (soja, carnes, café, papel - 10%), açúcar e álcool (7,8%), metalmecânico (7%), suco de laranja (5,2%), eletrônica e telecomunicações (4,1%), miscelânea (31,8%) - 2005.
Importações (US$ 30,5 bilhões): petróleo e derivados (8,4%), bens de informática (7,8%), aeropeças (4,9%), veículos e peças (4,3%), metalmecânico (3%), medicamentos (2,1%), miscelânea (63,3%) - 2005.
Energia elétrica
Geração 56.756 GWh (2004)
Consumo 85.193 GWh (2004)
Telecomunicações
Telefonia fixa 13,4 milhões de linhas (maio/2006)
Celulares 22,7 milhões (abril/2006)
São Paulo: centro político e financeiro do estado de São Paulo.

Com um PIB de R$ 902,7 bilhões,[3] São Paulo é o estado mais rico da Federação, e o polo econômico da América do Sul. O estado possui uma economia diversificada. As indústrias metal-mecânica, de álcool e de açúcar, têxtil, automobilística e de aviação; os setores de serviços e financeiro; e o cultivo de laranja, cana de açúcar e café formam a base de uma economia que responde por cerca de um terço do PIB brasileiro, algo em torno de 550 bilhões de dólares na "paridade de poder de compra". Além disso, o estado oferece boa infraestrutura para investimentos, devido às boas condições das rodovias.

História econômica de São Paulo

Pode-se considerar que a história econômica paulista começa com o ciclo do café, na época em que os paulistas comandavam a política nacional com os mineiros, a chamada "política do café-com-leite", durante o período da República Velha, em que o estado de São Paulo teve uma acelerada expansão industrial. O ciclo perdura até a crise da Bolsa de Valores de Nova Iorque em 1929. A decadência da cafeicultura provoca a transferência do capital para a indústria, que pôde se desenvolver apoiada no mercado consumidor e na mão de obra disponível no estado. Esta primeira fase da industrialização ocorre no contexto econômico brasileiro da substituição de importações.

O período de maior crescimento da indústria do estado ocorre no mandato de Juscelino Kubitschek, que promoveu a internacionalização da economia brasileira, levando a São Paulo (principalmente na região do ABC) a indústria automobilística.

Atualmente o estado é líder em vários setores da economia brasileira, notadamente no setor financeiro (concentrado na cidade de São Paulo), indústria automobilística e de aviação e na produção sucro-alcooleira e de suco de laranja.

Indústrias

A indústria é a principal característica da economia paulista. Depois da crise de 1929, em Nova Iorque, o café deu lugar às indústrias, que fizeram São Paulo permanecer na liderança da indústria nacional até hoje. O estado supera a produção industrial do Rio de Janeiro, de Minas Gerais e a do Rio Grande do Sul. Seus principais polos industriais são:

Embraer E-190, jato desenvolvido pela empresa Embraer que está sediada em São José dos Campos.

Agropecuária

Cana-de-açúcar, uma das culturas mais praticadas no estado. Na foto um canavial na cidade paulista de Avaré.

O estado de São Paulo é uma das unidades federativas do Brasil que mais contribui na produção agrícola nacional, sendo responsável por um terço do PIB agroindustrial brasileiro. São Paulo possui 190 mil km² de área plantada e pastagens. O estado é, isoladamente, o maior produtor de suco de laranja e de frutas, nono maior produtor de soja[24] e de cana-de-açúcar e quarto maior produtor de café. Na pecuária, o estado também se destaca sendo responsável por 16% das aves de corte, 9% do rebanho de bovinos e 7% dos suínos do país.[25]

Energia

O estado de São Paulo, sendo o mais industrializado estado da federação, é o maior produtor e também consumidor de energia nacional. São Paulo possui mais usinas hidrelétricas do que qualquer outro estado, contando também com uma usina termoelétrica, conhecidas também por serem as maiores da América Latina.

Turismo

Orla de Santos, um dos destinos mais procurados pelos paulistas.

Uma parcela significativa da economia paulista vem do turismo. Além de ser um centro financeiro o estado também oferece uma enorme variedade em destinos turísticos:

  • Capital: A capital paulista é o centro do turismo de negócios no Brasil, o que proporciona à cidade cerca de 45 mil eventos por ano.[26] São Paulo também possui a maior rede hoteleira brasileira. Por especulação imobiliária em meados dos anos 1990, hoje existe excesso de oferta em número de vagas. A cidade também conta com procura no turismo gastronômico, depois de receber o título de capital mundial da gastronomia. O turismo cultural também é destaque dada a quantidade de museus, teatros e eventos como a Bienal de Artes e a Bienal do Livro.
  • Litoral: O litoral paulista tem 622 quilômetros de praias dos mais diversos tipos e tamanhos. Entre as cidades que mais recebem turistas no verão estão Santos, Praia Grande, Ubatuba, São Sebastião, entre outras.
  • Interior: No interior é possível encontrar estâncias, turismo rural, ecológico, municípios com clima europeu, cachoeiras, cavernas, rios, serras, fontes de água mineral, parques naturais, construções históricas dos séculos XVI, XVII e XVIII, igrejas em arquitetura jesuíta e sítios arqueológicos como o Parque Estadual Turístico do Alto Ribeira (PETAR). Quem procura diversões mais intensas pode procurar o Hopi Hari, um dos principais parques temáticos do país, na Região Metropolitana de Campinas. Em matéria de ecoturismo, Brotas e Juquitiba tem a melhor infraestrutura. No inverno, o município de Campos do Jordão surge como a principal referência turística do estado, com o Festival de Inverno e diversas outras atrações em um ambiente cuja temperatura pode chegar a marcas negativas.

Infraestrutura

Educação e ciência

Resultados no ENEM
Ano Português Redação
2006[27]
Média
38,86 (3º)
36,90
51,93 (9º)
52,08
2007[28]
Média
54,25 (2º)
51,52
55,98 (11º)
55,99
2008[29]
Média
44,86 (2º)
41,69
59,70 (7º)
59,35

Com 14.405 estabelecimentos de ensino fundamental, 12.691 unidades pré-escolares, 5.624 escolas de nível médio e 521 instituições de nível superior, a rede de ensino do estado é a mais extensa do país.[30] Ao total, são 8.981.288 matrículas e 482.519 docentes registrados.[30]

O fator "educação" do IDH no estado atingiu em 2005 a marca de 0,921 – patamar consideravelmente elevado, em conformidade aos padrões do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) [31] – ao passo que a taxa de analfabetismo indicada pelo último censo demográfico do IBGE foi de 4,6%, superior apenas às porcentagens verificadas no Distrito Federal e nos estados de Santa Catarina e Rio de Janeiro.[32]

Tomando-se por base o relatório do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (IDEB) de 2007, São Paulo obteve o maior índice da 5ª à 8ª série do ensino fundamental entre os estados brasileiros.[33] Na classificação geral do Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM) de 2007, três escolas do estado figuraram entre as 20 melhores do ranking, sendo os colégios Vértice, Bandeirantes e Móbile os respectivos terceiro, décimo quarto e vigésimo colocados.[34]

Cidade Universitária Armando de Salles Oliveira, com os edifícios da FAUUSP e da FEAUSP em destaque.

Contemplado por expressivo número de renomadas instituições de ensino e centros de excelência, São Paulo é o maior polo de pesquisa e desenvolvimento do Brasil, responsável por 52% da produção científica brasileira e 0,7% da produção mundial no período compreendido entre os anos de 1998 e 2002.[35] Entre as muitas instituições de ensino superior, destacam-se a Universidade de São Paulo (USP), classificada como a 94ª melhor universidade do mundo,[36] a Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), a maior produtora de patentes de pesquisa no Brasil,[37][38] a Universidade Estadual Paulista (Unesp), a 485ª melhor universidade do planeta,[36] a Universidade Federal de São Carlos (Ufscar), Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), a Universidade Federal do ABC e o Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA), considerado um centro de referência no ensino de engenharia. O estado também possui universidades particulares de grande reputação nacional e internacional, como a Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), a Universidade Paulista (Unip), a maior universidade privada de São Paulo e do Brasil, com cerca de 88 mil estudantes,[39] e a Universidade Presbiteriana Mackenzie. Completam o exemplário acima as seguintes instituições: Universidade Anhembi Morumbi, São Marcos, Universidade Cruzeiro do Sul (Unicsul), Universidade Metodista de Piracicaba e Universidade São Judas Tadeu – entre outras. Além destas universidades, São Paulo também conta com diversos institutos de ensino superior e pesquisa em áreas específicas, entre os quais podem ser destacados a Fundação Armando Álvares Penteado (FAAP) (engenharia, artes e ciências humanas), a Fundação Getúlio Vargas (FGV) (administração e direito) e a Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM).

São Paulo também tem importantes institutos de pesquisa, como o Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT), o Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares (IPEN), o Instituto Butantan, o Instituto Biológico, o Instituto Pasteur, o Instituto de Medicina Tropical de São Paulo (IMTSP), o Instituto Florestal, o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), o Laboratório Nacional de Luz Síncrotron (LNS) e o Instituto Agronômico de Campinas (IAC).

Transportes

Rodovias

O sistema rodoviário do estado de São Paulo é o maior sistema estadual de transporte rodoviário do Brasil, com 34.650 km.[41][42] Trata-se de uma enorme rede interligada, divida em três níveis, municipal (11.600 km), estadual (22.000 km) e federal (1.050 km). Mais de 90% da população paulista está a cerca de 5 km de uma estrada pavimentada.[43] São Paulo possui o maior número de estradas duplicadas da América Latina e, de acordo com uma pesquisa realizada pela Confederação Nacional do Transporte, o sistema rodoviário do estado é o melhor do Brasil, com 59,4% de suas estradas classificadas na categoria "excelente".[44] A pesquisa também apontou que das 10 melhores rodovias brasileiras, nove são paulistas.[44]

O estado de São Paulo possui uma malha rodoviária com mais de 32.000 km de vias asfaltadas, representando cerca de 17% do total da malha asfaltada do Brasil.[45][46] As rodovias paulistas são consideradas as mais modernas e melhor conservadas do Brasil. A Confederação Nacional do Transporte, em uma pesquisa realizada em 2006, divulgou um ranking que coloca as rodovias de São Paulo, em comparação com as outras rodovias brasileiras, no topo em termos de estado geral de conservação.[47][48] A administração de algumas rodovias paulistas foi transferida à iniciativa privada a partir do final da década de 90, dentro de um programa mais amplo de privatização. As empresas vencedoras do processo licitatório foram obrigadas a realizar uma série de investimentos e a cumprir metas de qualidade mas, apesar da melhoria nas estatísticas de acidentes,[49] a cobrança de um valor de pedágio considerado alto para os padrões brasileiros provoca críticas ao modelo de privatização.[50]

Rodoanel

O Rodoanel Mário Covas (SP-021), também conhecido como Rodoanel Metropolitano de São Paulo ou simplesmente Rodoanel, é uma auto-estrada de 177 quilômetros, duas pistas e oito faixas de rodagem que está sendo construída em torno do centro da Região Metropolitana de São Paulo, na tentativa de aliviar o intenso tráfego de caminhões oriundos do norte e sul do Brasil e que hoje cruzam as duas vias urbanas marginais da cidade (Pinheiros e Tietê), cujo reflexo no tráfego vem provocando uma grave situação de congestionamentos[51].

Aeroportos

Aeroporto Internacional de São Paulo, em Guarulhos, o aeroporto internacional mais movimentado do Brasil.
Aeroporto de Congonhas, o aeroporto mais rentável do país.

São Paulo possui três grandes aeroportos, sendo dois internacionais:

Portos marítimos

Porto de Santos, o maior do Brasil.

O estado possui dois portos:

Ferrovias

Mapa da rede ferroviária do estado de São Paulo.

São Paulo possui mais de 5 mil km de ferrovias (outrora operados pela extinta estatal Ferrovia Paulista SA), que se estendem desde as margens do rio Paraná até o porto de Santos, destinados ao transporte de carga. A região metropolitana de São Paulo é servida de trens por uma malha ferroviária de 257 km, composta por 6 linhas e 84 estações, sendo operada pela Companhia Paulista de Trens Metropolitanos.

Metrô

O metrô de São Paulo é um dos mais eficientes e novos do mundo. São 65,9 km de metrô distribuídos em quatro linhas e 58 estações, sendo transportados diariamente cerca de 3 milhões de passageiros[53]

Cultura

Os jardins do Museu do Ipiranga, em São Paulo, onde foi proclamada a independência do Brasil.

Por ter influenciado o Brasil de forma ativa na política e na economia o estado de São Paulo acabou influenciando o país também em âmbito cultural. A cultura paulista é uma das mais ricas dentre os estados brasileiros, justamente por ser uma mistura de todas as outras culturas nacionais. Isso deveu-se às várias ondas migratórias e imigratórias que vieram para o estado nos séculos XX e XXI, trazendo costumes distintos para um mesmo lugar e criando uma cultura singular, seja na música, na literatura ou nas artes plásticas.

O principal polo cultural do estado é sua capital, São Paulo, porém outros grandes núcleos urbanos como Campinas, Ribeirão Preto e Campos do Jordão também apresentam uma vida cultural rica e agitada.

Museus

Dentre os principais museus do estado, estão o Museu do Ipiranga, próximo de onde foi proclamada a independência do Brasil, o Museu da Língua Portuguesa, o MASP e a Pinacoteca do Estado de São Paulo, todos localizados na cidade de São Paulo.

Música

Os estado de São Paulo possui algumas das melhores casas de espetáculos do Brasil, como, por exemplo, a Sala São Paulo, considerada por muitos[quem?] como a de melhor acústica do mundo e o Teatro Municipal de São Paulo, considerado um dos palcos de maior respeito no país, tendo abrigado apresentações dramáticas e óperas de grandes nomes nacionais e internacionais. Muitos dos principais compositores eruditos brasileiros internacionalmente reconhecidos são paulistas, tais como Carlos Gomes, aclamado como o mais prolífico compositor brasileiro de óperas, e Elias Álvares Lobo, compositor da ópera "A Noite de São João", a primeira ópera genuinamente brasileira. Não se pode esquecer o precoce e tão cedo desaparecido Alexandre Levy cuja obra orquestral e pianística é de primeira qualidade e que foi o pioneiro na introdução do tema popular na música clássica. No período moderno, a música erudita paulista foi marcada por compositores como Francisco Mignone, João de Sousa Lima, Osvaldo Lacerda, Amaral Vieira e Camargo Guarnieri.

O Teatro Municipal de São Paulo, uma das principais casas de ópera do país.

A música popular paulista tradicional, assim como no resto do Brasil, foi influenciada principalmente pelas tradições da Europa, da África e dos índios. Provavelmente o estilo de música popular de origem paulista mais característico é a moda de viola, tendo sido amplamente divulgada por Cornélio Pires, durante o século XX, e que atingiu seu apogeu com cantores e compositores como Sérgio Reis e Renato Teixeira. O estilo musical influenciou fortemente a música de outros estados como Minas Gerais, Goiás, Paraná e Mato Grosso do Sul.

Outros elementos da música paulista dignos de nota e altamente populares são o rock, representado por bandas como Titãs, Os Mutantes, Ira!, Ultraje a Rigor e CPM 22; o samba paulista (Adoniran Barbosa, Demônios da Garoa), a música pop (Guilherme Arantes, Maria Rita) e o hip hop, popular especialmente nas periferias das grandes cidades paulistas, representado por bandas como Racionais MC's e Facção Central.

Esportes

Futebol

O estado de São Paulo é a sede de alguns do principais times de futebol brasileiros, como, por exemplo, o Corinthians, o São Paulo, o Palmeiras e o Santos. O Campeonato Paulista de Futebol é organizado pela Federação Paulista de Futebol e realizado ininterruptamente desde 1902, sendo o mais antigo torneio de futebol organizado no Brasil.[54]

Uma pesquisa pesquisa realizada pelo instituto Datafolha entre os dias 14 e 18 de dezembro de 2009 e publicada em 4 de janeiro de 2010, entrevistou 11 258 pessoas com mais de 16 anos do país inteiro. As maiores torcidas do estado de São Paulo foram:[55]

Pos. Clube Torcida
Corinthians 33%
São Paulo 19%
Palmeiras 15%
Santos 7%
Flamengo 2%
  • Margem de erro de 2 p.p.

Referências

  1. IBGE (10 de outubro de 2002). Área territorial oficial. Resolução da Presidência do IBGE de n° 5 (R.PR-5/02). Página visitada em 22 de julho 2010.
  2. a b Estimativas do IBGE para 1º de julho de 2009. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (14 de agosto de 2009).
  3. a b c Produto Interno Bruto dos Municípios 2003-2007. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (16 de dezembro de 2009). Página visitada em 16 de dezembro de 2009.
  4. Síntese dos Inidicadores Sociais 2009. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Página visitada em 22 de outubro de 2009.
  5. Ranking do IDH dos estados do Brasil em 2005. Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) (15 de setembro de 2008). Página visitada em 17 de setembro de 2008.
  6. [1]
  7. [2]
  8. Tabela 793 – População residente, em 1º de abril de 2007: Publicação Completa. Sistema IBGE de Recuperação Automática (SIDRA) (14 de novembro de 2007). Página visitada em 10 de agosto de 2008.
  9. World Gazetteer – Welt: Ballungsräume. Página visitada em 10 de agosto de 2008.
  10. "A primeira macrometrópole do hemisfério sul", Jornal Estadão. Página visitada em 12-10-2008.
  11. [3]
  12. Seade
  13. [4]
  14. Prefeitura de São Paulo
  15. Tabela 2094 — População residente por cor ou raça e religião. IBGE (2000). Página visitada em 24 de novembro de 2008.
  16. IBGE/2005 Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística
  17. [5]
  18. Legislação do Estado de São Paulo
  19. O Globo Online
  20. As Distorções na Representação dos Estados na Câmara dos Deputados Brasileira de Jairo Nicolau
  21. A desordem paulista Luís Filipe de Alencastro na Folha de S. Paulo
  22. [6]
  23. [7]
  24. Levantamento Sistemático da Produção Agrícola IBGE Acessado em 15/08/2010
  25. Agricultura de São Paulo / Pecuária de São Paulo
  26. Portal do Governo do Estado de São Paulo
  27. [8]
  28. [9]
  29. [10]
  30. a b IBGE Cidades. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
  31. Emprego, Desenvolvimento Humano e Trabalho Decente: A Experiência Brasileira Recente (ZIP). CEPAL/PNUD/OIT (Setembro de 2008). Página visitada em 24 de abril de 2009.
  32. Síntese dos Indicadores Sociais 2008 (PDF). Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) Tabela 8.2 - Taxa de analfabetismo das pessoas de 15 anos ou mais de idade, por cor ou raça, segundo as Grandes Regiões, Unidades da Federação e Regiões Metropolitanas - 2007. Página visitada em 1º de outubro de 2008.
  33. No IDEB, 'pior' cidade raspa nota zero; maioria tira menos de 5. UOL Educação (26 de abril de 2007). Página visitada em 5 de agosto de 2008.
  34. As 20 melhores escolas do país no ENEM 2007. Portal G1 (3 de abril de 2008). Página visitada em 5 de agosto de 2008.
  35. Análise da produção científica a partir de indicadores bibliométricos (PDF). Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) Tabela 8.2 - Taxa de analfabetismo das pessoas de 15 anos ou mais de idade, por cor ou raça, segundo as Grandes Regiões, Unidades da Federação e Regiões Metropolitanas - 2007. Página visitada em 1º de outubro de 2008.
  36. a b G1 – USP, UFRJ, Unicamp, UFRGS, UFMG e Unesp aparecem no top 500 elaborado em Taiwan. Portal (30 de novembro de 2007). Página visitada em 5 de agosto de 2008.
  37. Revista Pesquisa - Fapesp "Unicamp tem o maior número de patentes", visitado em 3 de abril, 2007
  38. Site da Unicamp - Patentes "Unicamp tem o maior número de patentes", visitado em 3 de abril, 2007
  39. Maior universidade do Brasil. Universia Brasil (2 de agosto de 2005). Página visitada em 9 de agosto de 2008.
  40. Pesquisa Rodoviária 2006 - Confederação Nacional de Transporte - Rodovia dos Bandeirantes
  41. http://www.aptaregional.sp.gov.br/artigo.php?id_artigo=624
  42. http://www.transportes.sp.gov.br/v20/infraestrutura_rodoviario.asp
  43. http://www.transportes.sp.gov.br/v20/programas_recuperarodovias.asp
  44. a b http://www.der.sp.gov.br/institucional/todasnoticias.aspx?ID_Noticias=66
  45. Departamento de Estradas de Rodagem de São Paulo. Malha rodoviária do estado de São Paulo. Página visitada em 28 de maio de 2007.
  46. Portal do governo do estado de São Paulo. Investimentos.SP. Página visitada em 28 de maio de 2007.
  47. Confederação Nacional de Transportes. Release - Pesquisa Rodoviária CNT 2006. Página visitada em 28 de maio de 2007.
  48. Confederação Nacional de Transportes. Ranking - Pesquisa Rodoviária CNT 2006. Página visitada em 28 de maio de 2007.
  49. ARTESP. Rodovias Concedidas. Página visitada em 28 de maio de 2007.
  50. Portal Globo de notícias. Pedágio de SP é 57% mais caro que de rodovias federais. Página visitada em 28 de maio de 2007.
  51. Portal do Governo do Estado de São Paulo. Trecho Sul do Rodoanel melhora trânsito e economiza tempo de viagem. Página visitada em 04 de abril de 2010.
  52. a b c d Infraero – Movimento nos Aeroportos
  53. Folha Online
  54. HowStuffWorks - Como funciona o Campeonato Paulista
  55. Maiores torcidas do estado de São Paulo (PDF) (em português). Datafolha (4 de janeiro de 2010). Página visitada em 28 de janeiro de 2010.

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