Imigração clandestina - Wikipédia, a enciclopédia livre

A imigração clandestina é o ato ou efeito de imigrar ilegalmente, ou seja, neste caso, sem a autorização dos governantes para onde se deseja imigrar.

O país que mais sofre com este tipo de Imigração é sem dúvida os Estados Unidos da América onde imigrantes mexicanos arriscam a vida pelo longo e perigoso deserto do Texas e tentam atravessar pela fronteira para morar principalmente na Califórnia(Los Angeles, San Diego), Flórida (Miami) e Texas (Dallas, Houston) além de ter também considerável concentração de imigrantes ilegais nos estados do Alabama (Nova Orleães).

Outra forma de atravessar ilegalmente é via mar, de onde saem balsas precárias quando referido à segurança principalmente de Cuba, do Haiti e da República Dominicana.

Para os brasileiros a rota do mar está se tornando cada vez mais comum, pois sob pressão contínua dos Estados Unidos o México passou a cobrar visto de brasileiros que vão para seus domínios fronteiriços, já que os brasileiros constituem o segundo maior grupo de imigrantes no Estados Unidos, atrás apenas do México. Lembrando que grande parte desse grupo de imigrantes é ilegal.

Para se ter idéia, segundo estatísticas, até o ano de 2009, os Estados Unidos tinham cerca de 40 milhões de imigrantes sendo 11,6 milhões ilegais, e novamente lembrando, a população dos Estados Unidos que vivem abaixo da linha da pobreza, é estimada em 30 milhões de pessoas.

Mesmo os Estados Unidos sendo o principal foco atraente para imigração, em grande parte ilegal, há também outros países que sofrem o mesmo problema que os norte americanos, como a Alemanha, Reino Unido, França, Espanha, Japão, Itália entre outros.

A Espanha que tem uma mínima parte de seu território no norte da África, que corresponde à Cidade de Ceuta, foi obrigada a construir um muro de mais ou mesmos 8 km de extensão cercando esta cidade para impedir a passagem de imigrantes que tentam a travessia para a Europa através do pequeníssimo Estreito de Gibraltar.

O Reino Unido e a França também sofrem bastante com a vinda de imigrantes clandestinos ou não vindos ou não de suas antigas colônias

[editar] Imigrantes mortos na fronteira européia

Segundo a recopilação de artículos de jornais internacionais Fortress Europe pelo menos 11.976 imigrantes morreram desde 1988 até hoje na fronteira européia, dos quais 4.232 desapareceram no mar. No Mediterrâneo morreram pelo menos 8.284 pessoas: 4.089 mortos entre Marrocos, Argélia, Mauritânia e Senegal em direção à Espanha e às ilhas das Canárias, atravessando o Estreito de Gibraltar ou o Oceano Atlântico, dos quais 1.986 desaparecidos; 2.487 mortos no Canal da Sicília, entre a Líbia, Tunísia, Malta e Sicília, dos quais 1.529 desaparecidos e 70 mortos entre Argélia e a ilha da Sardenha; 895 mortos no mar Egeu perto das ilhas entre a Turquia e a Grécia, dos quais 461 desaparecidos; 603 mortos no mar Adriático entre Albânia, que se limita com Montenegro e Itália, dos quais 220 desaparecidos; 597 mortos no Oceano Índico entre Anjouan e ilha francesa de Mayotte. Escondidos nos barcos de carga que viajavam diretamente a portos europeus 141 pessoas morreram.

No Saara 1.587 pessoas morreram por desidratação na tentativa de atravessar o deserto, para chegar ao Mediterrâneo, do Sudão à Líbia ou da África ocidental a Argélia, passando pelo Mali e pela Nigéria. Na Líbia pelo menos 560 pessoas foram mortas em setembro de 2000 por um grupo de líbios durante assaltos contra estrangeiros numa cidade ao noroeste de Zawiyah.

Escondidos nos caminhões morreram 283 migrantes por asfixia, ou esmagadas pelo peso da carga ou por causa de acidentes. Nos campos minados da Grécia: 88 mortos na fronteira nordeste da Grécia com a Turquia. E então: 182 pessoas morreram afogadas nos rios limítrofes entre Polônia e Alemanha, Croácia e Bósnia; Turquia e Grécia; Eslováquia e Áustria e Eslovênia e Itália; 112 morreram congelados, outros sem água nem comida atravessando a pé as montanhas das fronteiras de Grécia, Turquia, Itália e Eslováquia durante o Inverno; 23 pessoas morreram em Calais ou caindo nas vias do túnel do Canal da Mancha ou fulminadas quando saltavam a rede elétrica da terminal francesa; 35 foram mortos por disparos dos militares da Guarda Civil espanhola e da polícia marroquina ao longo do alambrado entre Marrocos e os territórios de Ceuta e Melilha; e 187 foram mortos por militares da Turquia, Líbia, Egipto, Gâmbia, Marrocos, Grécia, Antiga Jugoslávia, Espanha, Alemanha e França, e 41 pessoas morreram congeladas viajando escondidas na brecha do trem de aterragem dos aviões.

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