Defenestração - Wikipédia, a enciclopédia livre

Defenestração é o ato de atirar algo por uma janela. Refere-se, contudo, mais especificamente ao ato de atirar pessoas de uma janela com a intenção de as assassinar ou ao caso de suicídio. O termo provém da palavra latina para janela, fenestra.

A defenestração, no caso concreto da aplicação a pessoas, foi uma prática corrente no século XVII (embora já viesse do século anterior, tendo sido usada na matança de São Bartolomeu), nomeadamente na Guerra dos Trinta Anos. Ficou famoso o episódio das "Defenestrações de Praga" (1619), tendo os nobres protestantes da Boémia invadido o castelo da capital e arremessando representantes do Governo Imperial pelas janelas. Este foi, a par da demolição de duas Igrejas Luteranas na Boémia por parte das forças católicas do Sacro Império Romano-Germânico, um dos episódios determinantes na deflagração do conflito no continente.

Outra defenestração célebre ocorreu em Portugal, no contexto da Restauração da Independência. A vítima foi o Secretário de Estado Miguel de Vasconcelos, personagem odioso aos olhos dos portugueses por colaborar com a Dinastia Filipina, na manhã do dia 1 de dezembro de 1640, atirado das janelas do Paço da Ribeira para o Terreiro do Paço.

Já antes disso, também em Portugal, nos momentos tensos da crise de 1383-1385, o bispo de Lisboa, D. Martinho de Zamora, de origem castelhana e por isso suspeito de colaborar com o inimigo, foi atirado pelas janelas da Sé de Lisboa em 1383, pela população enraivecida.

[editar] Casos recentes

No dia 29 de março de 2008 a criança Isabella Nardoni, de cinco anos de idade, foi defenestrada do sexto andar de um edifício em São Paulo, naquele que ficou conhecido como o Caso Isabella Nardoni.

Em 20 de dezembro de 2009, um ex-modelo e figurante de televisão cometeu suicídio ao jogar-se do décimo andar de um prédio no Rio de Janeiro.[1]

Referências


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