Darwinismo social - Wikipédia, a enciclopédia livre

Darwinismo social é a tentativa de se aplicar o darwinismo nas sociedades humanas.

O termo foi popularizado em 1944 pelo historiador americano Richard Hofstadter e, geralmente, tem sido usado mais por críticos do que por defensores do que o termo supostamente representa.[1]

Índice

[editar] Origens

A teoria da seleção natural de Charles Darwin foi uma tentativa de explicar a diversidade de espécies de seres vivos através da evolução. Com a teoria da evolução em mente, diversos cientistas criaram correntes na ciência que defendiam a tese das diferenças raciais entre os seres humanos, da importância de um controle sobre a demografia humana, da possível inferioridade dos povos negros, principalmente no que se refere à inteligência, a alta taxa de criminalidade e o combate contra a miscigenação.

De acordo com esse pensamento, existiriam características biológicas e sociais que determinariam que uma pessoa é superior à outra e que as pessoas que se enquadrassem nesses critérios seriam as mais aptas. Geralmente, alguns padrões determinados como indícios de superioridade em um ser humano seriam o maior poder aquisitivo e a habilidade nas ciências humanas e exatas em detrimento das outras ciências, como a arte, por exemplo, e a raça da qual ela faz parte.

Um conjunto de pensadores atribui a fonte do darwinismo social ao próprio Darwin, que na sua obra: A Origem do Homem, havia aplicado o sua teoria ao mundo social. Nesta obra, Darwin ocupa-se da evolução humana e ao fazê-lo aplica os mesmos critérios que utiliza em A Origem das Espécies. Entretanto, foi Herbert Spencer o autor que popularizou a idéia de que grupos e sociedades evoluem através do conflito e da competição. A teoria de Darwin diz também que no mundo sobrevive o mais adaptado, por isso há a evolução, os seres vivos evoluem para continuarem vivos, exemplo disso seria o Homem.

[editar] Influência

O Darwinismo Social foi empregado para tentar explicar a pobreza pós-revolução industrial, sugerindo que os que estavam pobres eram os menos aptos (segundo a teoria de Darwin) e os mais ricos que evoluíram economicamente seriam os mais aptos a sobreviver por isso os mais evoluídos. Durante o século XIX as potências européias também usaram o Darwinismo Social como justificativa para o Imperialismo europeu.

[editar] Críticas

Entretanto, outros autores também influenciados pelas idéias de Darwin se opuseram ao Darwinismo Social, dentre os quais Piotr Kropotkin. Na sua obra Ajuda Mútua: Um Fator de Evolução Kropotkin defende que a solidariedade entre indivíduos de um mesmo grupo ou espécie é tão importante para a sobrevivência quanto a competição entre grupos e espécies.

Mais recentemente, o estudo das sociedades a partir do ponto de vista biológico é chamado de sociobiologia, que com as inovações do campo da biologia e da sociologia, procura dar um parecer mais condizente com a realidade atual.

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[editar] Referências

  1. Bannister, 1979; Hodgson, 2004
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