Checoslováquia - Wikipédia, a enciclopédia livre
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| Lema: (1918–1989) Pravda vítězí (checo) (1989–1992) Veritas Vincit (latim) "A verdade prevalece" |
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| Línguas oficiais | checo e eslovaco | |||
| Capital | Praga | |||
| Área (1991) | 127,900 km² | |||
| População (1991) | 15,600,000 checos 54.1%, eslovacos 31%, morávios 8.7%, magiares 3.8%, ciganos 0.7% |
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| Moeda | coroa checoslovaca (Kčs) = 100 halers | |||
| Fuso horário | UTC+1 | |||
| Hino nacional | Kde domov můj + Nad Tatrou sa blýska | |||
| ISO 3166-1 | CS (obsoleto) | |||
| Internet TLD | .cs (obsoleto), agora .cz e .sk são os códigos dos países após a separação) | |||
A Checoslováquia (no Brasil Tchecoslováquia; em checo Československo e em eslovaco Česko-Slovensko) foi um Estado que existiu na Europa Central entre 1918 e 1992 (com a excepção do período da Segunda Guerra Mundial, ver Acordo de Munique).
Seu primeiro presidente foi Tomás Masaryk. Em 1989, a Revolução de Veludo permitiu a redemocratização do país; em 1993, os dois entes federados da Checoslováquia - a República Checa e a Eslováquia - decidiram dissolver a federação e declararam suas respectivas independências. Este derradeiro capítulo da história do país ficou conhecido como Separação ou Divórcio de Veludo, devido ao seu caráter pacífico.
Índice |
[editar] História
Criada dos escombros do Império Austro-Húngaro pelo tratado de Saint-Germain-en-Laye, a Checoslováquia reuniu num mesmo Estado duas nações de língua similar, os checos e os eslovacos (além de algumas outras minorias étnicas), com capital em Praga. Seu território correspondia às actuais República Checa e Eslováquia, bem como, até 1945, a Rutênia.
A convivência entre os dois povos nem sempre era tranquila; os eslovacos se ressentiam da preeminência checa. Uma primeira partição ocorreu durante a Segunda Guerra Mundial, quando nacionalistas eslovacos aproveitaram a desagregação do país após os Acordos de Munique de 1938 para proclamar um Estado independente, chefiado pelo padre Jozef Tiso, simpático à Alemanha nazista.
Após a guerra, o país foi reunificado. Todos os alemães étnicos foram expulsos e a Rutênia foi cedida à União Soviética. Em seguida ao Golpe de Praga, de 1948, os comunistas tomaram o poder e a Checoslováquia foi o último Estado europeu a passar para o lado soviético da "Cortina de Ferro". Uma tímida liberalização em 1968, a chamada Primavera de Praga, terminou com uma intervenção das forças do Pacto de Varsóvia que manteria o país fechado pelos vinte anos seguintes.
Aproveitando-se da política de tolerância da URSS durante o governo de Gorbatchev, o país abandonou o comunismo e recobrou sua liberdade em 1989, com a Revolução de Veludo, sob a liderança do dramaturgo e dissidente Václav Havel. Este, porém, não lograria impedir que susceptibilidades nacionais, encorajadas por dirigentes políticos populistas, causassem a separação amigável da República Checa e da Eslováquia em 1993, extinguindo-se a Checoslováquia, na chamada Separação ou Divórcio de Veludo.
Em 2004, ambas as repúblicas entraram para a União Europeia (UE).
[editar] Evolução política
A Tchecoslováquia adotou as seguintes constituições ao longo de sua história (1918-1992);
- Constituição temporária de 14 de Novembro de 1918: criava um Estado democrático, com o nome oficial de República Checoslovaca;
- Constituição de 1920: democrática, permaneceu em vigor, com emendas, até 1948;
- Constituição de 1948: instituiu um Estado comunista, mantendo a denominação República Checoslovaca;
- Constituição de 1960: manteve o Estado comunista (até 1989); foi emendada em 1968 (para tornar a Checoslováquia um Estado federal), 1989 (para abolir o papel institucional do Partido Comunista) e diversas vezes entre 1990 e 1992 (alteração do nome, incorporação de uma declaração de direitos humanos). Entre 1960 e 1990, o Estado chamou-se República Socialista Checoslovaca; entre 1990 e 1992, República Federativa Checa e Eslovaca.
[editar] População e composição étnica
Em 1991, a população checoslovaca totalizava 15,6 milhões de habitantes, dos quais 54,1% de checos, 31% de eslovacos, 8,7% de morávios, 3,8% de húngaros, 0,7% de ciganos, 0,3% de silesianos e o restante distribuído entre rutenos, ucranianos, alemães, polacos e judeus.
A composição étnica em 1991 diferia da encontrada no início da república, quando ainda havia um grande contingente de alemães nos Sudetos (expulsos após a Segunda Guerra Mundial) e o país ainda possuía a Rutênia Subcarpática (cedida à URSS em 1945).
[editar] Ver também
[editar] Linha do tempo
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História da Tchecoslováquia (1918 - 1939; 1945 - 1992) |
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Áustria-Hungria (Boêmia, Morávia, parte da Silésia e partes ao norte do Reino da Hungria (Eslováquia e Rutênia Cárpata) |
Primeira República Tchecoslovaca (RČS) |
Terceira República Tchecoslovaca (ČSR) |
República Socialista da Tchecoslováquia (ČSSR) |
República Federal Tcheca e Eslovaca (ČSFR) |
República Tcheca Eslováquia |
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| Segunda República da Tchecoslováquia (ČSR) Incluindo Eslováquia autônoma e Ucrânia Transcárpata (1938-1939) |
Protetorado da Boêmia e Morávia República Eslovaca |
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Parte da República Socialista Soviética da Ucrânia |
Oblast de Transcarpátia da Ucrânia |
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